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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Seis meses de Austrália e o trabalho físico

Seis meses de Austrália e o trabalho físico: aguento algumas horas, não uma vida inteira.
Six months in Australia and the physical work: I withstand some hour but not all live.

Meus planos sempre foram ficar um ano na Austrália e esta semana completei metade do percurso traçado. Sim, já se passaram seis meses e chego à conclusão que este tempo não é nada para emergir uma nova cultura e língua. E o quanto é árduo e extenuante o trabalho físico (a maioria dos trabalhos disponíveis a estrangeiros são físicos).

Sonhei que estava escalando. Quando percebi, me vi agarrada, abraçada e sustentada apenas pelos meus braços em uma pedra da montanha. Abaixo, o precipício. A pedra estava suspensa e presa por outras pedras menores ao lado. Abaixo de mim e dos meus pés, apenas o céu. Fiquei com receio de fazer força e desestabilizar as pedras muito bem encaixadas e cairmos todos juntos, eu e as pedras. Mas ao mesmo tempo o meu consolo vinha de que se eu morresse estaria ao lado do Pai. Mas eu não queria morrer e tentava com todas as forças jogar meus pés para cima, sem sucesso. Sabia que poderia aguentar por mais algumas horas, não por uma vida toda. Não naquela posição. Decidi esperar e depois de um tempo, chamei minha mãe e foi quando eu acordei.

Fazendo um paralelo com o que estou vivendo aqui, me sinto fisicamente sem forças para fazer o que estou fazendo. Aqui o meu trabalho é mais físico, no Brasil é mais mental. Ainda não sei o que é mais árduo e isto daria um novo post (o que fatiga mais: trabalho mental ou físico?), mas por hora quero falar sobre o meu cansaço físico. Sinto dores físicas, musculares por todo o meu corpo. Eu não imaginava o que era trabalhar mais de 8 horas sem sentar, não imaginava o quanto uma garrafa de água poderia ser tão pesada, não imaginava que sentiria que as minhas pernas são fracas, pelo menos até hoje. Mas agora me sinto destruída fisicamente. Desde o dedão dos pés até o meu cabelo.

De duas uma: ou eu vou adquirir força para sustentar o que hoje eu não consigo ou eu vou ter que mudar de vida. Por hora eu preciso trabalhar, mas não conseguirei por muito tempo, apenas por mais algumas horas.
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Six months in Australia and the physical work: I withstand some hour but not all live.

My plans always to spend one year in Australia and in this week I’ve already completed six months. This time is nothing to emerge in a new culture and language. And the same way how strenuous is the physical work (most of the jobs available to foreigns are physical).

I dreamed I was climbing when I realized I was only suspended with my arms in a big rock. Below me, there is only the sky. I was afraid to do any movement that could destabilize the rock and fell down with all rocks. My solace was that if this happened, at least I’ll be with my Father. But I didn’t want to die and I was trying with all my strength to put my feet on the rock, without success. I only know I could withstand for more some hours, but not one live in that position. I decided to wait and call to my mom and then I woke up.

If I compare this dream with my current life, I’m feeling exhausted to do what I’m doing. Here in Australia my job is more physical. In Brazil is mental. I already don’t know which is more arduous but at the moment I want to write about my physical fatigue. I’m felling physical and muscle aches for all my body. I’ve never could imagine how difficult is to work more than 8 hours without sitting. I’ve never imagine how a bottle of water could be so heavy.  I never could imagine how weak my legs are.  I’m felling physically destroyed from my toes to my hair.


Or I’ll obtain force to sustain what I can’t actually support, or I need to change my life. I feel as though I am working these hours only to survive in my current situation and to get me by but not really for a long term purpose.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Australia – trabalho na área, subemprego ou hobby

Cheguei esta semana e muitas dúvidas surgiram, como por exemplo, se eu irei encontrar trabalho na área, se conseguirei viver de hobby (tocando flauta) ou se serei mais uma aqui que trabalhará em subemprego para viver. Refletindo sobre tudo isso em um curto espaço de tempo, a conclusão mais óbvia foi a seguinte: se eu quero ficar 1 ano aqui, preciso me sustentar. E trabalhar nunca é desmérito, independende do que esteja fazendo.

Corri atrás de diversas maneiras para entender quais são os principais trabalhos, quanto se paga e o que eu preciso para arranjar emprego. Também descobri que existem mais empregos na parte da manhã do que a tarde e que cada part time dá para focar em um tipo de trabalho. Como por exemplo, de manhã é mais comum emprego de barista e cleaner. E a tarde, de nanny e waitress. A primeira decisão que tive que tomar é que tipo de emprego iria focar no início e qual part time iria estudar e trabalhar.

O período que rendo mais é de manhã, logo, estas primeiras horas quero fazer algo por mim e não para os outros. Por isso decidi que o estudo será  matutino.

E o emprego que focarei a princípio será de nanny, bares, e em paralelo tentarei sempre algo na área ou do meu hobby (tocar flauta).

Mas também descobri que para tocar na rua, por exemplo, preciso de uma licença do governo. Não posso sair tocando por aí pois sou capaz de ganhar uma multa. Para ser nanny, preciso do curso de Primeiros Socorros (First Aid) e para trabalhar em restaurantes ou em bares, é necessário ter a carteira de RSA. E se eu quiser encontrar trabalho na minha área com publicidade, preciso de um sponsor.

Então, esta semana aproveitei que ainda não estou estudando inglês e fiz o curso de RSA e First Aid. Já que aqui tudo funciona por indicação, não gostaria de perder oportunidades pelo fato de não ter a certificação. Estudei um monte, tive que ler uma apostila de 100 páginas, foi muito difícil entender o que o professor falava, mas no final deu tudo certo e já estou certificada!

Também fui muito agraciada e consegui um trabalho de mudança. Passei algumas horas ajudando a desmontar a casa e foi uma experiência interessante. Como sou de uma região com muitas enchentes, tive que muitas vezes tirar e guardar. Em SP também cheguei a fazer 5 mudanças! No final acho que já estou apta a ajudar a fazer mudanças e ganhar por isso J

E o trabalho foi ótimo! Sem querer acabei ganhando várias panelas, travessas, eletrônico que já estão sendo usados na casa em que estou morando, e que por si só já pagariam o trabalho, e também muita roupa lindíssima! Engraçado que até 1 semana atrás eu que estava doando as minhas coisas em SP! 

Quanto ao trabalho na área através de um sponsor, ouvi de algumas pessoas que não é a melhor coisa do mundo. Se você encontrar alguma empresa que queira te sponsorar, significa que o patrão pode querer explorar você, já que você não pode trabalhar durante 2 anos para outra empresa e ele sabe que você está aqui por causa de um visto dele.


Enfim, preciso trabalhar com as ferramentas que tenho no momento e posso dizer que a minha primeira experiência de trabalho foi excelente! Conheci novas pessoas, fiz fitness, ganhei roupas e utensílios domésticos, e o melhor, recebi por isso. Quero mais? Sempre! Hahaha.