terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Australia... é para lá que eu vou!

Um sonho está prestes a se tornar realidade. Quem me conhece sabe que há muito tempo tenho vontade de morar na Australia... E só porque comecei a arrumar a mala parece que o mundo inteiro resolveu se mudar para a Australia e todos os amigo de amigos. E de repente me vejo rodeada por uma comunidade brasileira australiana que conheço pouco ou (ainda) nada. E quando percebo parece que o Brasil está dentro da Australia! E também vejo Australia em tudo quanto é lugar: jornal, revista, amigos, na dança, fotos e até no meu inconsciente demostrado noturnamente. E..., e..., não há mais como fugir!

Tudo bem que no meio da minha jornada já dei um passo inicial que é morar em SP. Fui muito bem recebida e esta cidade me proporcionou experiências incríveis. Mas (considerando minha alma cigana) 10 anos se passaram e agora quero um pouquinho mais longe, tipo do outro lado da bola, sabe... a Australia. O momento não poderia ser melhor. Depois de trabalhar com publicidade por quinze anos e desejar imensamente o tal do “ano sabático” passou a ser a meta. Sabe... é a primeira vez que mudo o foco que era voltado para o lado profissional. Minhas férias, meu tempo, meu lazer e meu salário eram destinados a cursos, leituras, papers, provas, certificados, viagens, congressos... Mas quando percebi, os desejos de minha alma estavam de escanteio. Isso não quer dizer que não estou tentando encontrar algo na minha área quando estiver lá, mas este não será meu foco neste ano e não vou me importar se tiver que por um tempo ser cleaner, nana ou até mesmo tocar flauta no parque! Afinal tudo isso é experiência de vida e ninguém é melhor do que ninguém só porque recebeu um cargo de gerente ou auxiliar. E na verdade todo mundo é gerente de alguma coisa e auxiliar em outra e todos tem algo a aprender e a ensinar nessa vida. Inclusive euzinha!

Quando as pessoas me perguntam o que vou fazer lá até digo que é para estudar, e até irei me dedicar (como manda o figurino). Mas a verdade mesmo é que quero tirar um ano inteirinho para fazer o que nunca fiz e experimentar o que nunca experimentei, desde coisas, sabores, cheiros, cultura, cores... Este ano que passou já fiz muitas coisas novas e que tornaram tão parte de minha vida que já não viveria sem. Digamos que na fase cíclica da “vida montanha-russa”, me sinto no ápice, quando tudo parece que se encaixa: saúde, estabilidade e agora o tempo, que é algo que preciso perseguir, pois quando menos percebo, foi me roubado ou deixei levar.

Mas antes da Australia tem a fase do desligamento (coisa difícil, viu?). Não imaginava que decidir o destino de cada coisa (aqui falo de coisas físicas como casa, carro, planta, coleções, papéis, roupas, sapatos, fotos, cremes, shampoos, esmaltes, até a minhoca de estimação, etc) e cortar as raízes que crescem por toda a nossa vida seria uma tarefa fácil. Tenho certeza que nada disso irá importar daqui a pouquíssimo tempo e é provável que tenha esquecido praticamente tudo o que deixei para trás e fique apenas com a saudade louca da família e das pessoas, que é o que de mais valioso construímos neste mundo. Mas tenho certeza que também construirei relacionamentos por toda a vida por onde quer que eu passar e isso me consola. E o meu lar está dentro de mim e não em um espaço físico.

Estou tentando praticar (pelo menos só um pouquinho) “menos é mais”. Li uma matéria na Go Out Side de um casal que largou tudo e começou a viajar pelo mundo com apenas suas duas bicicletas, dois cachorros e o que pudesse ser carregado neste pequeno equipamento de locomoção. Isto sim é viver o desapego da forma mais intensa e ainda se doar para dois animais de estimação, pois o cachorro maior é bem preguiçoso pelo que entendi. Desapegar-me nunca foi fácil pra mim. Se eu tenho mais uma gaveta disponível é lógico que ela será preenchida num curto espaço de tempo. Aqui nem a questão da filantropia funciona pois eu até dôo mas consigo encontrar mais duas coisas pra colocar no lugar e assim progressivamente. Por isso mudanças são até benéficas para me libertar das coisas e me apegar ao que realmente é importante.

E se me perguntarem o que terá depois do ano sabático? Quem souber me conta pois eu realmente não consigo nem imaginar qual será a próxima aventura. Então (primeira expressão paulista identificada quando cheguei por aqui), até amanhã para alguns e até breve para outros! E o futuro, só a Deus pertence!

Obs.: dedico este post ao meu pai e minha mãe que me fizeram ser quem eu sou hoje com essa vontade louca de viver, aos meus amigos brasileiros que escreveram comigo minha história até aqui e aos futuros amigos que encontrarei pela vida e com os quais escreverei os próximos capítulos.

sábado, 15 de junho de 2013

Estou tentando correr

Sim, estou tentando correr desde abril. Não sei por quanto tempo, mais estou. Tenho madrugado para fazer os treinos de VO2, treinado no sol, na chuva, no calor, no frio, feito treino de endurance, resistência, e também tenho me inscrito nas provas. Mas a pergunta é: estou gostando? Ainda não. Dói, cansa, sinto a limitação de meu corpo e isso me incomoda. Não consigo correr o quanto a minha mente gostaria. E a evolução? É muito, mas muito lenta. Antecipar 30” é uma vitória e tanto! Mas continuo tentando. A vontade iniciou em uma fase de quebra de paradigmas, e não por gosto. Quando tinha 6 anos, cheguei em último lugar em uma prova na escola. Aceitei meu posto de péssima e lá fiquei. A oportunidade surgiu por uma parceria do Grupo Newcomm com a Race Consutoria Esportiva oferecendo consultoria de corrida para os funcionários do grupo. Bem, decidi tentar. Vamos ver por quanto tempo e onde chegarei. http://www.race.com.br/

domingo, 1 de abril de 2012

Diário de Bordo - Peru (18 a 28/03/12)

Estou postando um diário loooongo da minha viagem em fevereiro de 2012 ao Peru nas cidades de Lima, Paracas, Nazca, Arequipa, Puno, Cusco e Machu Picchu.

18/02 – SP-Lima
Lima é conhecida como a cidade dos reis. A cidade não chove e as casas não precisam de reboco ou teto. Uma laje é mais que suficiente. Assim como SP, muitas pessoas vem de outras regiões para tentar algo em Lima, na maior cidade do Peru, com mais de 9 milhões de habitantes. Lima tem cheiro de combustível. Os carros são muito velhos e a gasolina é cara, então a população abastece com álcool e na rua esse cheiro é proeminente. No caminho, muita terra seca e as áreas verdes existentes são regadas para plantio ou jardinagem.

Deixei minha mala no Allpa Hotel no bairro de Miraflores e fui almoçar. Pedi meu primeiro prato típico do Peru – Ceviche. É um peixe marinado e apimentado com um pedaço de milho branco grande (Maiz) e batata laranja adocicada. Super leve e delicioso, foi um dos meus pratos prediletos no Peru. Depois caminhei em direção ao Oceano Pacífico com o mapa do hotel e cheguei em cima do Shopping Larcomar (shopping aberto embaixo da cidade) com vista para o Oceano, que ficava lááááá embaixo. Cheguei no horário do pôr do sol e meu desejo era correr para a praia mas não sabia nem como chegar lá naquele momento. Como tudo era novidade, fiquei lá mesmo, caminhando por cima da cidade que não era bem beira mar, mas beira de um precipício.
Passei por alguns pontos turísticos como El Parque del Amor, Parque del Nino o Jardim das Crianças e depois caminhei em direção ao hotel, com parada no Supermercado. Comprei 3 frutas que nunca tinha experimentado: Tuna Roja - flor de um cactos e rosa por dentro, Pepino Melon - pepino doce com gosto de melão e Huckleberry – parecia com blueberry mas era impossível de comer pois servia apenas para marmelada. Era crocante como jabuticaba, pequena, mas amarga e um pouco salgada, lembrando o gosto de tempero. Dormi cedo pois estava com diferença de 3 horas do Brasil.

19/02 – Lima
Passeio com o city tour pela cidade, visita a Huaca Huallamarca, templo pré-inca situado em um bairro moderno San Isidro, Plaza Mayor com o Palácio Presidencial, Catedral onde estão os restos do Conquistador Espanhol Francisco Pizarro e uma caminhada pelo Convento de São Francisco e suas catacumbas. Neste convento não pode tirar foto e tem muuuuuito osso - estima-se 25 mil corpos de espanhóis enterrados lá.
Ao final, fiquei no Mercado Inca e comprei colares feitos com casca de laranja e outras coisitas mais. Depois, peguei um ônibus bem podre local em direção a Barranco. Passei pela Ponte do Suspiro e contam que precisa passar pela ponte sem respirar e fazer um desejo ;). Barranco é um bairro jovem, com hostels, pubs. Tinha uma descida a pé que dava em direção ao mar!!! Enfim, era o momento de me encontrar com a praia de pedras! Só não corri pois a quantidade de gente era enorme neste caminho, mas vontade e infância não faltaram! Quando me aproximei da praia, ouço um barulho maravilhoso das ondas batendo nas pedras de diversos tamanhos produzindo uma frequência incrível tanto aguda como grave, de acordo com o tamanho das pedras. Muito difícil de caminhar em cima delas, inclusive com sapato. Enquanto minha atenção estava para o barulho, uma onda me pegou. Me molhei acima da cintura e minha papete arrebentou! Ah, também me torrei primariamente pois não estava programada para ir para a praia, então tive que voltar para o hotel trocar de roupa, sapato, para então almoçar com a Catharina, amiga da Nádia e seus amigos Vanessa, Ângelo, Reinaldo e esposa, Lucas e Isaque. Fomos ao Centro cerimonial descoberto apenas em 1981, Huaca Pucllana e pedimos patas de lagostin e suco típico de Chicha Morada, um milho roxo com limão. Uma delícia!
Depois fomos ao Shopping Jockey e a noite para o Circuito Mágico del Agua, com 13 fontes, cada uma com um nome e performance diferente. A maior e com mais expectadores era a de n. 2 (Fonte da Fantasia). Até imagem a laser projetada de danças típicas regionais tinha. Havia fonte para crianças se molharem, adultos, arco de água impossível de sair ileso sem uma gotinha (Fonte das Surpresas), enfim, água para tudo quanto é lado. A vista era tão linda que sorri a ponto de doer o músculo da face!

20/02 – Lima – Paracas – Linha de Nazca
Neste dia fiz uma loucura de fazer bate e volta de Lima para a Linha de Nazca com parada em Paracas. Acordei 2h45 da manhã para pegar ônibus às 3h45 em direção a Paracas, mas o sacrifício valeu a pena! Na primeira parada em Paracas, fiz o passeio de barco pelas Ilhas Ballestas, Reserva Marinha de Paracas onde navegamos até a Ilhas Ballestas. Nunca vi tanto pássaro em quantidade e diversidade como lá. As cores predominantes são marrom e azul. Em vários lugares chegam a fazer cavernas, formadas pelas ondas do mar, moradia e berçário para os animais marinhos. Leões Marinhos e focas faziam um barulhão danado com nossa presença, e o berçário, nem se fala! Fomos privilegiados ao chegar no período em que as mães estavam cuidando dos filhotes e os pais fazendo a guarda e demarcando o território. Cheiro fortíssimo de zoológico, para não dizer outra coisa. Pássaros de todos os tamanhos, como pelicanos, pinguins, etc. Todos dividindo o mesmo espaço em plena harmonia. Passamos pelo candelabro, desenho sem explicação de 70 metros de altura feito em baixo relevo na colina que fica na entrada da baía.
Sua origem e data ainda são um mistério. E quando chegamos na praia novamente, um nativo com um pelicano domesticado que fazia pose para os turistas em troca de peixe e propina. Depois, ônibus para Nazca cruzando o deserto de Atacama. Conheci 2 holandeses na viagem, sendo a Elisabeth e seu esposo. O ônibus demorou muito de Paracas para Nazca mais do que o normal e atrasou 1 hora. Não tive tempo de almoçar e tive que correr para pegar o avião que sobrevoava a Linha de Nazca. No avião cabiam 4 pessoas + piloto e co-piloto e era bem pequeno, fazia muito barulho e balançava pra caramba. Passei muito, mas muito mal e quase vomitei o que nem tinha na barriga. Suava frio e os 30 minutos de sobrevôo pelas figuras viraram uma eternidade! Tirei bem poucas fotos por conta disso. Ok, mas vamos ao que interessa. As imagens no deserto é algo inexplicável e existem 2 teorias. Uma que as imagens foram criadas por marcianos e a outra é que uma cultura antiga Inca criou. São misteriosos desenhos e imensas linhas feitas sobre o deserto por este povo milenar amante da astronomia. Figuras enormes de mais de 1.800 anos com muitas formas geométricas e que não foram apagadas pela poeira do deserto. No deserto há resquícios de que um dia, muito antes destas figuras, foi tomado por uma enchente pois há marcas de água por todo o horizonte. Ao final, corri para o ônibus em direção a Lima novamente. Os ônibus de linha são bastante confortáveis, com filmes, alimentação, serviço de avião rs. Cheguei 23 horas da noite!

21/02 – Lima
Este foi um dia muito especial que preparei para ir a praia. Cheguei cedo, tinha pouca gente na praia e escolhi um trecho com bastante pedra pra ficar ouvindo novamente o som. Estava de Crocs para não me machucar e fiquei a beira da praia. Cada minuto e 1 passinho para a frente. A primeira onda molhou meu pé até que acabou comigo inteira dentro do mar. Veio uma onda forte que me puxou para o mar e não consegui me fixar no chão, nas pedras. Minhas 2 crocs saíram do pé e ficava literalmente mergulhando para não tocar no chão de pedras, até ter a coragem de sair pra fora da água e pisar com os meus pés descalços na pedra que me machucava. Bem... uma Crocs consegui resgatar. A outra, fiquei assistindo ela surfando nas ondas. Uma onda levava ela pra beira e outra onda para dentro do mar e assim por diante. Depois de algum tempo, um salva-vidas passou por ali e pedi pra ele salvar a minha outra Crocs pois estava impossível caminhar. E como se não fosse nada, entrou no mar e pegou meu sapato com facilidade. Ele me explicou que havia nascido lá e desde cedo estava acostumado com este mar. Seu nome é Francisco e foi muito gentil. Indicou um lugar mais apropriado para me banhar. Depois de curtir a praia, almocei outro prato típico La Papa a Huancaina que é um molho com queijo, mas não achei aquilo tudo. Preferi o Ceviche! A Tarde fui para o Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e Historia do Peru.
A noite, um passeio noturno pelo centro e jantei Anticucho de Corazon, que nada mais é que um espetinho de coração de vaca. Experimentei o Pisco Sauer, bebida com Pisco (cachaça local), limão e clara de ovo.

22/02 – Lima - Arequipa
De manhã fiz um passeio turístico para Pachacamac. No caminho, uma parada em Barranco novamente com continuidade para uma vista maravilhosa sendo de um lado o oceano pacífico e do outro uma vegetação semi-árida.
Em Pachacamac, andamos de ônibus pelo sitio arqueológico pois é enorme! Na volta, almoço no Restaurante do Gastão, Panchita, onde pedi um Anticucho de Polvo. Maravilhoso!!! Antes de partir para Arequipa, parada para compras na loja de Rede Saga Falabella, tipo Zara com precinhos incríveis.
Viajei para Arequipa a noite e estava triste que não teria muito para conhecer a cidade, mas com jeitinho a gente dá um jeito. Recebi tantas indicações de pratos para comer em Arequipa que terão que ficar para outra vez. Consegui encontrar um restaurante do Gastão, Chicha, que ainda estava aberto às 23h da noite. Pedi Rocotó ao Relheno, comida típica também, que é uma pimenta/pimentão recheada com carne, vegetais e ovo. Como quase sempre, uma delicia! Queria experimentar os camarões enormes mas não era época de pesca. Retorno para o Hotel Meliana.

23/02 – Arequipa
A cidade tem 3 vulcões que podem ser visto em vários pontos: Misti, Chachani e Pichu Pichu. As casas são feitas com uma pedra vulcânica branca chamada Silar, símbolo da cidade que antes era barata mas agora virou pedra decorativa, ou seja, apenas uma lâmina. Tanto as construções antigas como novas possuem esta pedra. Como sou invocada, madruguei às 5h30 para reconhecimento da cidade, antes de partir às 7h30 para Puno. A vista do ônibus era maravilhosa e dava para ver a cordilheira dos Andes. A viagem foi longa, de 6 horas, mas o ônibus tinha estrutura. Alimentação, filmes, pouquíssimas paradas e rápidas. Na chegada a Puno, logo me deparei com a temperatura fria, dificuldade em respirar e tontura, pois a cidade fica 3900 metros acima do mar. A cidade põe limite ao meu corpo e dormi muito mal as duas noites. Fui para o Hotel Eco Inn e a vista dava para o lago de Titicaca, inclusive do meu quarto! Almocei uma truta gostosa e esta história é interessante. No lago, existiam apenas peixes pequenos, mas a pouco tempo trouxeram a truta que atualmente come os peixes menores locais. Problema de desequilíbrio ecológico para se resolver. Visitei o Museu Carlo Dreyer, tomei café ao lado para esquentar a alma pois o corpo não estava adiantando.

24/02 – Puno
Acordei e caminhei ao redor do hotel, perto do lago. O hotel é coberto de flores e facilmente poderia participar do concurso de jardins em Blumenau. É uma mistura de suculentas, cactos, rosas colombianas enormes, árvores com formato de bichos... e ao redor do hotel, um gato extremamente carente. Depois fui fazer o passeio do Lago Sagrado dos Incas - Titicaca, lago mais alto navegável. Ele é enorme e possui 165km de longitude e 60km de latitude. Metade do lago é Boliviano e outra Peruano. Não se pode cruzar o lago para o lado da Bolívia. Fiz um trajeto curto até a ilha de Uros e na próxima vez que voltar, gostaria de ir para a Ilha Taquile. São ilhas flutuantes artificiais, criadas por um povo considerado um dos mais antigos da América. São construídas com planta aquática Totora e móveis! Ela pode ser dividida com um serrote e é fixada com 3 cordas no lago, com âncoras. São mais de 60 ilhas. Como a ilha é toda de palha, para cozinhar eles preparam o fogo em cima de uma pedra. Muito cuidado é pouco! Eles vivem de artesanato, pesca e turismo. Na ilha que visitem moram 25 pessoas, sendo 5 famílias. Comprei um barco miniatura feita de Totora e ouvia a seguinte frase sendo repetida diversas vezes: “compra Sarita, outra família”. E com a cara do gato do Shrek! Não resisti e acabei levando 2 barquinhos, um de cada família! Elas falam uma língua local e quase não se comunicam em espanhol. Mas as frases de persuasão estavam na ponta da língua. Depois passeamos pelo barco de Totora em direção a outra ilha. Fiquei impressionada com a cultura e forma de viver deles.
No retorno a cidade, fui em busca do prato típico local Cancacho – cordeiro ao forno macerado de alho e azeite. A população local me indicou um restaurante que vendia este prato e quando cheguei, era um lugar muito pequeno, sem água corrente no banheiro, apenas uma caneca e um balde de água! Medo... Bem, quem tá na chuva tá pra se molhar, fiquei no restaurante. A carne ficava embrulhada em um pano para manter o calor e lá só tinha essa opção de comida. Um pedaço de carne com 3 batatas assadas. E se comia com as mãos. Estava espetacular!!! Quando terminei de comer, fiz uma loucura. Tinha 1 hora exatamente antes do segundo passeio e resolvi subir o mirante. Quase morri! São 700 metros de altura e cada degrau que subia ficava mais difícil de respirar e achei que desceria rolando escada abaixo! Depois de várias paradas curtas, consegui chegar no topo e tinha uma vista maravilhosa do lago e da cidade e uma senhora chamada Luci que morava embaixo de uns plásticos e vendia água e chocolate. Depois de me recompor, desci para a ida ao Sillustani, localizada às margens da Laguna de Umayo. No caminho, começou a chover e foi a primeira vez que peguei chuva no Peru. Toda a visita foi embaixo de guarda-chuva. Lá, é um complexo arqueológico formado por altas torres-tumba onde foram enterrados reis e imperadores Incas e Kollas. Vimos câmeras funerárias de 12 metros onde eram colocadas as principais autoridades e eram construídas com o diâmetro da base menor que o da parte superior. Sempre que morria algum nobre, algumas pessoas eram sacrificadas, como serventes, mulheres e crianças. Todos eram mumificados. Tiravam-se as tripas e dentro colocavam cal e várias plantas, sendo uma delas a Munã, com gosto parecido com o de hortelã. Esta planta era usada inclusive para conservar alimentos pois matava insetos. As pedras tinham um buraco côncavo para encaixar uma a outra, além de se tornar um pouco mais leves.
Na volta, tomei uma sopa de quinua com queijo bem quentinha e um vinho. Neste dia estava acontecendo o Carnaval na cidade e tinha desfiles além de muita espuma para todos os lados onde ninguém saía ileso.

25/02 – Puno-Cusco
De manhã a Yanet veio me buscar para ir em direção a Cusco. Os guias eram o Ilfredo e Jaquelin. É um passeio de 9 horas com 5 paradas atravessando a região chamada de Altiplano (acima de 3.500 metros), seguindo entre vulcões, planaltos, pequenas vilas andinas, etc. Super indico! Passamos por Juliaca, uma cidade conhecida pelos comércios legais e ilegais. A primeira parada foi em Pukara, uma cultura da época de 200 ac a 500 dp ou seja, pré-inca. A cidade possuem Torritos em cima de suas casas que nada mais é do que uma estátua com 2 porcos usadas para proteger as casas. No caminho, La Raya, ponto mais alto da viagem ao Peru – a335 metros acima do nível do Mar. É o limite entre Puno e Cusco com a Cordilheira dos Andes (Bolívia) do lado direito e a Cordilheira Ocidental (Chile) do lado esquerdo. As 2 de vegetações totalmente diferentes. Neste encontro das 2 cordilheiras, a divisa de Puno/Cusco (2 parada). Entre cordilheiras nevadas nasce um dos principais afluentes do rio Amazonas. Lá, estavam presentes andinos vendendo produtos, além de Lhamas e Alpacas. A diferença é que a Lhama tem orelha para trás e Alpaca para frente. A Lhama tem pescoço fino, pernas compridas, lábio superior dividido em 2 partes. A alpaca possui um pêlo mais longo e macio. Logo mais uma parada para o almoço (3 parada). Neste restaurante tinha umas Lhamas e tentei me aproximar delas. Recebi uma guspida bem dada!!! hahaha. Depois parada em um templo ao Deus dos Deuses, Wiracocha Raqchi, onde se vê restos de colunas maciças que sustentavam o telhado do templo e uma caminhada na trilha inca (4 parada), no antiplano. A última parada (5) foi na igreja que é considerada a Capela Sixtina da América do Sul, chamada de Igreja de São Pedro e Sao Paulo ou Andahuaylillas inicialmente local dos Incas. Igreja colonial de quase 400 anos repletas de pinturas, afrescos e ricamente ornamentada com ouro e prata. Os jesuítas construíram em cima de um templo andino. Tem sincretismo entre católicos e andinos. Logo na igreja, O Deus Sol e o Jesus Moreno, cruz andina e cruz católica. Depois os dominicanos colocaram outras pinturas de São Paulo e Pedro. Uma confusão danada! Na reforma da igreja encontraram esta pintura por trás da principal A noite chegada a Cusco. Fiquei no Hotel San Agustin Internacional e dei uma volta de reconhecimento, antes de jantar em um restaurante maravilhoso 7Deva. Pedi um Cuy, que é um porquinho da Índia com direito a sobremesa (Raspadilha de Yacón – tubérculo, Pye de Sachatomate, Capuli con Chantilly), chá, Pisco Souer, etc. Invadi a cozinha, tirei foto com a cozinheira e tal.

26/02 - Cusco
Cusco = umbigo, centro. É a capital inca situada a 3.300metros de altura. A cidade foi construída em forma de um Puma, sendo a cabeça Saksayhuaman, a praça de armas (templo de adoração) o coração e os órgãos genitais o Templo ao deus Sol, representando a vitalidade. Eles são um povo andino pois vem dos Andes, das Cordilheiras. Não são índios! 3 figuras fazem parte da cultura andina: o condor, o puma e a serpente. O condor é a representação do futuro, espiritualidade. É o pássaro que voa mais alto. Símbolos como o sol, lua, raio, chuva. O puma representa do presente, a força. Conecta a pessoa com a terra. Símbolos como Rio, Sapo, Pacha Mama. (mãe terra). A serpente representa o passado, sabedoria. Como a pessoa lida com os antepassados. Cruz andina: é algo que vem da cultura pré-inca. Não é amuleto mas uma figura para lembrar sobre os 3 mundos e sua relação com eles: Céu = Amor. Terra = Trabalho. Abaixo = Sabedoria.

Os incas e guiavam pelas estrelas e dependendo do desenho delas, era uma estação do ano. Quando dava para ver o sapo, era época de chuva, por exemplo.
Construíam templos com ventanas que davam sombras. Dependendo da sombra, era o mês de colheita ou de plantio. Os incas construíam com perfeição suas edificações protegendo de abalos císmicos e pedra simétricas inclinadas com a base maior para baixo e com encaixe. Também existia uma liga entre elas para fixarem-se. Para ser considerado uma construção inca, 3 “S” são necessários: sólido, sem adorno e simétrico. Os incas não roubavam pois não existia o pertencimento. Tudo era de todos e por onde estavam, haviam deuses os vendo.

De manhã, saída para o Parque Arqueológico Sacsayhuaman, onde a família real adorava o deus sol. A construção levou cerca de 60 anos e exigiu trabalho de mais de 20 mil homens. É formada por três muros sucessivos de pedras enormes (a maior de 9 metros de altura e 5 metros de largura pesando 360 toneladas). Depois, visita ao centro cerimonial inca de Kenko, templo do deus Puma e a Torre de Puca Pukará que guardava a entrada para a capital imperial. Foi uma espécie de torre militar e um tipo de casa de trânsito temporário. Visita as fontes de água Tambomachay onde o Inca cultuava a divindade da água. Foram construídos 3 canais de água e durante todo o ano tem o mesmo fluxo.

A tarde, City Tour pela cidade com o melhor guia da viagem – Washington Campana. Explicou muito da cultura. Visitamos Q`Orikancha que é a estrutura mais importante de todo o império e atualmente é o Convento de Santo Domingo, ou seja, o templo foi parcialmente destruído pelos espanhóis. Atribui-se sua construção ao Inca Pachacutec. Neste lugar estavam os templos mais importantes como o Templo do Sol, da Lua, das Estrelas, do Raio, do Arco Íris, etc. Na adoração ao deus Sol, várias proeminências que formavam figuras de acordo com o sol. Conforme o desenho (raios ou linhas paralelas) era uma época diferente. Descida a pé ao longo da estrada Inca Rumiyoc Hatun. E a famosa pedra de doze ângulos. E término na Catedral construída em 1560 que fica na Plaza de Armas ou Huacaypata. Na Catedral estão presentes pinturas coloniais de valor inestimável. Visitamos a igreja e lá estava o famoso Cristo Negro. A diferença do Cristo Andino para o Católico é que este possui as pernas mais abertas, uma manta andina até o joelho, o olhar para o chão. Era negro por causa das velas. Tem um quadro “A última ceia” sendo que o prato central era um porquinho-da-india. Para a construção da Catedral foram usadas pedras extraídas dos muros da Fortaleza de Saqsayhuaman. A noite, jantamos com o pessoal do passeio no restaurante Maravilhoso El Meson de Don Tomás. Super indico! Na mesa, estava a Maria das Graças e Raphael de Brasilia, Hiram e Vanessa Palou de Porto Rico e Octavio Jacobo do México. Nos divertimos muito!

27/02 – Machu Picchu
Acordei cedo para pegar ônibus e depois trem para Machu Picchu. O caminho do trem passa pelo Vale Sagrado com plantações, altas montanhas, picos elevados e o Rio Urubamba com as suas corredeiras, formando um grande canyum. No passeio, tivemos alguns imprevistos como deslizamentos na trilha do trem, uma pedra que caiu no caminho de Águas Calientes para Machu Picchu onde tivemos que descer do ônibus e percorrer uma trilha ferrada ao lado de um precipício Segurava os ramos para dar a sensação de segurança. Cheguei em Machu Picchu toda suja de lama das escorregadas. Machu Picchu quer dizer Montanha Bela é o nome de uma montanha. Deram este nome para o povoado inca que construiu a cidade próximo a ela. A cidade ficou perdida durante mais de 400 anos e foi encontrada em 1912 enquanto buscavam um outro povoado que se refugiou com a chegada dos espanhóis. A cidade estava intacta pois a natureza tinha coberto. Demorou 4 anos para limparem e cortarem as árvores ao redor. Tem mostras de que a cidade estava inacabada e ainda sendo construídos palácios, túmulos, caminhos de água. Tem algumas coisas bem interessantes como um espelho d`agua, o condor, o relógio solar, o sistema agrícola e toda a construção criada para suportar abalos sísmicos e ataques externos (a cidade tinha apenas 1 entrada). Há sinais de comidas trazidas de Cusco pois algumas sementes encontradas no local seriam impossíveis de serem plantadas pela altitude da montanha. Na volta, almoçamos em Aguas Calientes no Toto`s House, ao lado do Rio Urubamba.

O melhor período para visitar a cidade é entre maio a setembro, que é o inverno deles e não chove. No período que fui fica bastante nebuloso além de chover. Quero voltar outra vez no verão e conhecer outras montanhas como WanaPicchu, Machu Picchu e o Portal do Sol. Para isto, o ideal é passar um dia em Águas Calientes

28/02 – Cusco-São Paulo
Último dia da viagem e retorno para São Paulo. Fui conhecer o Mercado São Pedro. No meio do caminho, vi vários baldes com ervas, tubérculos, uma peneira e um copo. As pessoas bebiam isto para refrescarem o corpo internamente e sarar os males do intestino. Todas bebiam do mesmo copo que era mergulhado em outro balde de água. O nome disso era Mate Cemoliente. A maioria das crianças no mercado estavam comendo batata com ovo de manhã cedo. Na feira tinha de tudo. Até sapo vivo e dessecado que também se mexia! Fiquei tão assustada que resolvi tirar uma foto, mas a mulher não me deixou. Comprei bala de Coca. Folha de Coca a granel, pó de Maca, Goma Branca e tempero local. Depois, parei no La Chomba, restaurante típico para experimentar a bebida fermentada de milho Chichu de Jora e retorno para o Hotel.

A viagem foi incrível, cheia de cultura. Fui sem expectativa e impressionada com cada vista nova que encontrava – as cidades são muito diferentes uma das outras, temperatura, clima, vegetação. É um país interessantíssimo e recomendo para qualquer um.

Para quem quiser ver as fotos, estão disponíveis no Picasa.

domingo, 13 de março de 2011

Dicas de Viagem - Buenos Aires

Faz mais de 3 anos que viajei para Buenos Aires em lua-de-mel mas só agora resolvi postar dicas da cidade, que achei incrível.

Não esquecer:
Taxis são baratésimos.
Ônibus nem se fala – pagávamos 0,7 pesos a passagem e o Metrô 0,5!!! Mas eles não trocam dinheiro!!!! Precisa dar certinho a moeda.
Não faça câmbio no aeroporto pois não é rentável. Os restaurantes e lojas aceitam dólares num cambinho baratinho e alguns devolvem em peso.

Compras:
• Deixe pra comprar coisas de higiene pessoal lá pois é muito mais barato. Um desodorante spray da Nivea por exemplo, pagamos 5 pesos! Aproveitamos e já compramos 20 desodorantes! Trouxemos Tb um Shampoo excelente da Pantene (controle de queda reduce lá caída Del cabelo – tarja vermelha), 500ml, super barato e melhor que os daqui.
• Av. Cordoba, altura 4.000 tem os oultets de várias marcas (Nike, Adidas, Levi’s, etc)
• Av. Corrientes. Várias lojas. Dica: quando fomos, batemos muito a perna e encontramos uma loja de couro super barata onde comprei um sobretudo. Foi o melhor preço que encontrei – Av. Corrientes, 2580 – Galeria del Sol, Local 6 - www.Bcrros.com.ar.
• R. Florida (calçadão de compras). Adorei comprar óculos de sol. Baratésimos. 25,00 pesos!!!! E aqui no Brasil ninguém imagina que vc pagou apenas isto.
Também encontramos uma loja que vende casaco de lã bem barato (sobretudo preto pra inverno pesado) e eles fazem a manga. Florida, 693 – L’altra moda www.laltra-moda.com.ar
• Tem alguns shoppings interessantes: Patio Bullrich (caro, mas mimoso de se visitar – shopping butique com grifes Cacharel, Dior, etc), Galerias Pacífico (perto da Florida) – ele é lindo e parece mais com uma igreja toda pintadinha, e o Abasto (mais barato. Primeiro edifício de concreto armado do país transformado hoje em um shopping) que fica em frente à casa de shows de Tango Esquina Gardel.

O que não pode deixar de comprar:
• Comprar muito doce de leite pois nada se compara com o deles. Nos arrependemos de não ter trazido mais.
• Comprar muitos alfajores, de preferência o Havana. Comemos tudo e quase não conseguimos dar de presente, que era o objetivo.
• Experimente o sorvete Fredo, sabor doce de leite, que é uma rede que tem em vários lugares e o gosto é irresistível.

Tango:
Como não é tão barato assim assistir tango, optamos pelo mais famoso – Sr. Tango que é tipo Broadway (80 dólares por pessoa) e tango alternativo no Café Tortoni (Av. de Mayo, 829, Centro) – clássico pra sr visitar. É um lugar super típico, que era freqüentado por Gardel, Peron e Evita.
Tem um que não fomos mas falaram que é muito bonito - Tango Esquina Gardel que é mais tradicional da cidade. Ficará para uma próxima vez.

Passeios:
• San Telmo aos domingos. Uma feira com diversos artigos e antiguidades. Não conseguimos ir mas ouvimos muito sobre.
• Parque Palermo – foi o meu passeio favorito, pois adoro ver flores e parques. Este bairro é maravilhoso, e tem uma infinidade de parques. Neste dia meu marido se estressou comigo pois queria andar sem parar! Adorei o Rosedal. É um lugar indescritível! Existem 12.000 rosas representando vários países. Tem um cantinho brasileiro lá também. Rosas de tudo quanto é tamanho, cor e cheiro. Vc pode fazer o passeio desde o portão de entrada até a ponte branca. Tem também o zoológico (www.zoobuenosaires.com.ar) perto que tem vários bichos diferentes (adoro estes programas básicos). O Jardim Botânico é bonito mas foi o que menos gostei diante das outras opções apresentadas. Mas quem gosta de gato, lá é um lugar perfeito pois tem muitos!!! O Jardim Japonês é uma graça também! Tem 350 espécies de plantas nativas japonesas e um lugar super bacana para fotos. Se gostar de japonês, vá no restaurante que fica no centro deste parque - Av. Casares, 2966.
• Bairro Recoleta – legal tanto durante o dia quanto a noite. No final de semana tem uma feira enorme de artesanato que eu adoro, com pratas, etc. Aproveite e visite o cemitério, super frequentado pelos turistas e todos tiram fotos do túmulo da Eva Peron, e outros famosos. Há túmulos enormes e inclusive de 6 andares subterrâneos. Algo incrível! Tem visitas gratuitas em espanhol às 11 e 15h a partir de terça. Neste mesmo bairro tem um Museu de Arte Moderna, em frente a praça da Recoleta. Adoramos o shopping de decoração Buenos Aires Design Center. Fica tudo pertinho. Neste lugar compramos várias coisas diferentes para a nossa casa. Tem coisas que vc não encontra no Brasil e com um preço acessível. Tem o Centro Cultural Recoleta que fica ao lado do cemitério que quando fomos tinha uma exposição incrível de interatividade. O Pátio Bullrich Tb fica próximo. Neste dia também fomos para o Museu Malba que fica lá perto (Museu Nacional de Arte Latinoamericano de Buenos Aires). Mas é muita coisa para se ver em um dia.
• R. Florida para se caminhar de ponta a ponta. Em uma ponta fica a Praça de Maio, onde estão a Catedral (linda, vale uma visita interna), a Casa Rosada, a Prefeitura (ver pátio interno), o Museu Cabildo, o Banco Central e vária pombas. Na outra ponta da R. Florida, uma praça onde está a estação ferroviária (onde pegamos um trem para outro passeio de Trem de La Costa) e no centro da praça possui uma réplica do Big Ben doado pelo governo britânico há algumas décadas, que quase os Argentinos derrubaram durante a Guerra das Malvinas.
• Trem de La Costa (WWW.trendelacosta.com.au) – é um passeio lindo onde cada estação há um atrativo a ser feito. Vai desde estação Maipu até o Delta.
Você pode sair da estação San Isidro (possui um interessante shopping aberto, com atrativos naturais) e ir até o Delta do Tigre. Lá tem uma feira de artesanato muito bacana. Adoro! Na volta, o trem passa junto ao rio e vc poderá observar as mansões de quadra inteira. Não recomendo o passeio de barco pelo Rio Tigre pois é fedido e demora muito, além de ser mais caro e demorar um dia inteiro.
• Porto Madero - bairro mais jovem da cidade, possui uma arquitetura moderna, com cara de SP, só que com um rio com diques que o torna muito lindo pra fazer uma caminhada a pé dos 2 lados do dique. Lá tem vários restaurantes interessantes, tem o parque Mujeres Argentinas pra dar uma volta. Perto do dique 1 tem o Casino Flotante. Não é muito divulgado, mas quem foi diz que é enorme e vale a pena visitar. Não fomos neste...
• Caminito – bairro pitoresco da cidade. Lugar típico com casas de chapa e madeiras pintadas de diversas cores. No início surgiu por serem estas tintas, sobras das embarcações. Local para comprar quadros, e adorei uns cachecóis vendidos na rua.
• Teatro Colon – quando eu fui, não deu pra visitar pois estava fechado. Mas lá acontecem excelentes óperas que eu adoraria assistir.

Sites de consulta da Argentina:
WWW.ohbuenosaires.com/emportugues
http://www.mibsasquerido.com.ar/buenosaires1.htm
WWW.turismo.gov.ar
WWW.bue.gov.ar

sábado, 18 de dezembro de 2010

Dicas para Mãos de Vaca em NY

Para a viagem que fiz a NY o site que mais me ajudou com dicas de economia foi o blog Mãos de Vaca. E agora acabou de ser publicado neste blog um post com algumas dicas minhas ;)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Diário de Bordo – Viagem NY e Atlanta (de 29/10 a 15/11/10)

Fazia muito tempo que desejava conhecer NY... primeiro por ser a metrópole do mundo e segundo porque tenho uma tia morando lá. Atlanta fui surpreendida pois não esperava que gostasse tanto de lá, e o motivo de ter ido foi visitar minha amiga brasileira, Andrea.

Começando por NY...

Logo que cheguei em NY a dúvida... será que serei barrada e terei que voltar para o Brasil? Mas as perguntas da imigração foram simples e rápidas, como, qual Hotel irei ficar, que dia irei voltar e se eu estava carregando algum alimento. Eu resolvi ser sincera e falei que estava com uma banana que sobrou do café da manhã. rs Pra que! Ela anotou na ficha e me mandou para outra fila! Pensei! Agora ferrou!!! Resumo da ópera, eles inspecionaram minha banana, carimbaram que eu estava levando comida e me liberaram. Depois fui atrás do Trem para seguir a Manhatan, meu primeiro desafio longe de casa com uma mala cheia de presentes. Depois de várias baldeações cheguei no albergue. Até que ele era bem arrumadinho! Tinha um banheiro limpinho, biblioteca, sala de cinema, lanchonete, cozinha toda equipada, espaço para “free food” onde quem saísse poderia deixar o resto de sua comida para outros alberguistas, mesa de sinuca, internet

O problema é dividir o quarto com um monte de pessoas! Eu havia reservado quarto misto com 10 camas, a forma mais barata de dormir no Hostel. Mas como o Hostel estava cheio de mulheres, fiquei em um quarto para mulheres. Por mais que tinha o horário de silencio, é uma mulher acordando de madrugada para terminar de arrumar a mala e fazer o checking, outra tocindo a noite inteira (eu), outra lendo de madrugada (ela acordava as 03h00 e começava a ler!!!), outra que ia pra cama com as galinhas e ficava pedindo silencio... Acho que essa parte foi a mais embaçada da viagem... mas também foi pelo o qual eu quis pagar, logo, não posso reclamar muito.

Pra variar, no Hostel tinha um monte de brasileiros, e óbvio, era com eles que eu ficava conversando. Conheci a Márcia, Daniel e Fabio nesta viagem. Os 3 também de SP.

1º dia - 29/10/10, sexta

Bem... no primeiro dia resolvi caminhar um “pouquinho” para conhecer a cidade. Então caminhei do Hostel (103 St x Amsterdam) até a BH Photos (34 St x 9 Ave). Os preços eram absurdos de baratos e tenho certeza que meu irmão fotógrafo e meu marido iriam deixar as calças lá, de tanta opção!!! Sorte que cheguei um pouquinho ante de fechar. Lá na sexta-feira fecha 14h00 pois é uma loja de judeus.

E depois fui procurar o luthier de Flautas Flautas, Flute Phill e me encontrar com a Celina, brasileira, flautista profissional em NY. Estava com um mapa, subindo a 7 Ave e me deparei com a Times Square!!! Incrível quantas luzes... chega a ser chocante! Até o Mcdonalds e o Subway estavam iluminados.

Tentei ligar para a Celina e não sei porquê não funcionava os orelhões... até que um guarda viu meu sofrimento e me emprestou o celular, pois eu estava com o endereço antigo da Flute Phill e não chegaria de jeito nenhum se não ligasse para a Celina. Chegando lá, experimentei diversas flautas com os mais variados preços. Fiquei tocando na salinha por mais de uma hora e nesta hora a Celina foi muito importante para ajudar a escolher a flauta que se adequasse melhor ao meu fucinho. Mas como a flauta é para a vida toda praticamente, não comprei neste dia e resolvi experimentar novamente em outro dia. No final, fomos tomar um café, sempre aguado em NY... adoro!

Cheguei no albergue morta... fazendo o balanço do dia, tinha andado 103 quadras... o que me renderam 4 calos!

2º dia - 30/11/10, sábado

Fui me encontrar com minha tia que mora no Salvation Arm na 13 St. Eu a vi todos os dias, com exceção do primeiro. Ela continua jovial e várias vezes me deu um banho nas caminhadas por NY. Haja vitalidade...

Passeamos pelo Gramercy, local onde ela morava anteriormente. Este foi o dia que vi o primeiro esquilo! São muitos espalhados por toda a NY. Passamos pela Union Square, e em frente ao parque, subimos na loja Filene’s Basement e DSW olhar sapatos, na Farmer’s Market, uma feira de sábado onde tomei uma bebida de pêra fermentada e quente. Em seguida fomos na Goodwill da 23St. Foi a primeira Goodwill que eu fui de 7! Terminamos o dia jantando no Cottage (16 St x 7 Ave), restaurante chinês com pratos maravilhosos por menos de 10 dólares, incluso água, chá e vinho. Foi o nosso restaurante oficial de Manhattan.

3º dia - 31/10/10, domingo

Acordei cedo e fui caminhando em sentido ao Harlem. O objetivo era chegar na Abyssinian Baptist Church. Passei pela The Cathedral Church of Saint John the Divine, Columbia University, West end Presbyterian Church e por fim a Abyssinian. Cheguei lá às 10h15 para o culto às 11h00 e quase não consegui entrar, de tanto turista rodeando o quarteirão. E nem gostei tanto assim... é mais famoso que legal. Mas como dizem, a fama é o que importa.

Depois fui me encontrar com a Rose e caminhamos pela Broadway – da 13St até o Ground Zero. Passamos pela Grace Church, por diversas lojas, e entrei em uma que a minha tia estava sem graça pois já na entrada tinha uns meninos sem camisa, a Hollister Co., conhecida por vestir homens bonitos. Ainda na Broadway me deparei com um cachorro, com roupa, toquinha, sapato e óculos escuros! Você vê de tudo em Manhattan. Passamos pela Federal Plaza, Empire State Building, Grand Zero e entramos na Century 21, etc. E como se não bastasse, na volta, perto da casa de minha tia, ficamos quase 3 horas esperando na 14 St x 6 Ave para ver o desfile que acontece 1 vez por ano, o Costume Day. O que mais tinha era monstros, esqueletos, cemitérios ambulantes (nunca vi tanta gente obcecada por morte!), e até um grupo de samba brasileiro!! Depois jantamos no Cottage. Não preciso dizer que estava morta e novamente caminhei mais de 100 quadras! E as minhas bolhas continuavam firmes e fortes nos mesmos lugares...

4º dia - 01/11/10 – segunda-feira

Ainda morta... fui para o Rockefeller Center e tirei várias fotos no Top of the Rock. Depois fui na loja de Instrumentos Musicais, a Sam Ash Music, onde comprei diversos apetrechos para a flauta transversal, além de uma escaleta. Caminhei até o Lincoln Center e depois até outro Goodwill na 79 St, onde minha tia foi comigo também. Posso dizer que foi o pior Goodwill em que estive em NY. Como já estava em frente a Filene’s Basement (Amsterdam x 79 St), parei para comprar uns óculos escuros por U$ 15,00. Jantamos no restaurante A Caridad, na Broadway x78 St., muito gostosinho e comida meio brasileira, com feijão vermelho, bife com muita cebola e uma saladinha. Preço também bastante justo pra quantidade de comida que vem (um prato dá para 2 pessoas).

Acho que devo ter caminhado umas 50 quadras. Quase um dia de descanso rs.

5º dia - 02/11/10, terça-feira

Que raiva passei logo de manhã cedo. Tentei comprar um Metrocard e a máquina me roubou U$ 20 dólares!!! Tentei falar com um monte de gente, ligar para o número que me mandaram e tudo deu errado! Ok... no final passei meu cartão para adquirir o Metrocard, que é o bilhete de transporte ilimitado semanal. Excelente investimento!

Caminhei um pouco na 5ª Ave, entrei na St. Thomas Episcopal Church, na Saint Patrick Catheral, no Sony Wonder Lab, laboratório de tecnologia que muitas crianças vão, mas Tb tem uns adultos, tipo eu rs, e depois fui em direção a loja de flautas comprar a tão esperada. Almocei com a Andrea Aumond que está um tempo morando em NY e tomamos café com cup cake na tão famosa Magnolia Backery. passamos pelo Rockfeller Center na pista de patinação, conheci seu AP e em seguida fui me encontrar com a Rose para irmos em outra loja Goodwill da 25 St. Terminamos o dia com uma sopa gostosa na Wholefoods (loja de produtos naturais).

6º dia – 03/11/10, quarta-feira

Fui no MOMA e posso dizer que saí mais triste do que entrei... é muita coisa para ver... todos aqueles pintores modernos estavam lá: Polloc, Rembrant, Monet, Picasso, etc. e não consegui dar a atenção merecida a eles. Ok, já entendi que precisarei voltar. Uma parada para um fast food bem gorduroso de Camarão “Popeye’s Chicken”. Depois encontrei a Rose e fomos no Salvation Army, no Queens (precisa pegar o Trem R e descer na Estação Stein Way. Fica na porta do metrô). Este posso dizer que foi o Thirfth Store mais barato de NY, e quarta ainda é 50% de desconto. Na volta, uma paradinha novamente no DSW e Filene’s Basement.

7º dia – 04/11/10 – quinta-feira

De manhazinha, primeira coisa que fiz foi comprar tickets no Met Opera para assistir Carmem de Bizet e Cosi Fan Tuti de Mozart. Pão dura do jeito que fui, comprei o mais barato que tinha, não sabia o que estava prestes a me esperar. Depois disto fui para o American Museum of Natural History, e tinha incríveis dinossauros de tudo quanto é tamanho e tipo, répteis, simulações de diversos animais e habitat. Encontrei a Rose de tarde e fomos no TJ Maxx e no Monk Vintage Thirfth Shop. Em seguida, voltei para o Lincoln Center. O bilhete era para assistir Carmem de pé!!! Simplesmente depois de caminhar um monte durante o dia, meus pés estavam latejando enquanto assistia ao espetáculo, tentando me manter em pé, até chegar o intervalo. Na boa, sentei no chão do teatro majestoso, junto com um japonês. Nisso, um cara nos entregou um par de bilhetes na 2ª fileira pois ele estava indo embora!!! Não preciso dizer o quão feliz estávamos!!! Este bilhete valia mais de U$ 312,5, enquanto o que eu tinha comprado era de U$ 22,00. Simplesmente incrível a atuação de Elina Garanca como Carmen. No final da ópera, no metrô, tinha um flautista tocando Carmen. Cidade muito musical! Rs

8º dia – 05/11/10, sexta-feira

Atravessei West para East cruzando o Central Park, e fui para o MET. Tudo muito, mas muito lindo! Artistas de todos os séculos, arte de diversas regiões... nunca vi tanta arte junta em um único lugar. Era o mundo inteiro representado em uma grande casa! Fique até não agüentar mais, o que deu mais de 4 horas. Depois, fui para o Goodwill da 79 St (era o 4º rsrsrs)

9º dia – 06/11/10, sábado

Neste dia tentei fazer o passeio do Circle Line. Mas quando cheguei, o horário não se encaixava com a programação e desisti! Dei uma caminhada pelo Hudson River Park, visitei o Post Office, me encontrei com a Rose e fomos comprar mais sapatos, na DSW! Depois uma feirinha de rua perto da Union Square

Uma parada no Arco do Triunfo, várias manifestações de arte, desenho com areia colorida no chão, piano na praça, banda, etc. Uma entrada na Episcopal Church, na First Presbiterian Church e um passeio pelo Guggenhein. Sábado depois das 17h45 é free. A noite, uma volta pela Times Square iluminada. Uma parada no The New York Times, News Corporation, Radio City, e uma apresentação ao vivo da repórter do SNY. Na esquina com a 6 Ave uma fila enorme pra comer marmita por U$ 7 no The Halal Guys. Só não encarei pois o frio estava absurdo e cortante.

10º dia – 07/11/10, domingo

De manhã, eu e a Rose fomos no Brooklin Tabernacle. Coral incrível, e sem turistas por perto. Esta igreja sim valeu a pena ter visitado. Após a celebração, fomos visitar o Rainer, meu primo segundo, sua esposa Ann, seus filhos Amália e Elias.

Caminhamos por um bairro japonês, que sério, parecia que eu não estava nos EUA. O que mais tinha era coisas diferentes par comprar, desde frutas, temperos, tipos de carnes... pena que passamos rápido por lá.

Foi um tempo muito gostoso que passamos com eles durante a tarde. Falamos muito, ouvimos música, comemos de sobremesa a famosa blueberry e blackberry com marshmallow. hmmm

11º dia – 08/11/10, segunda-feira

Uma parada para conhecer o Grand Central Terminal com o Zoodíaco no teto. O MetLife Building, e o passeio free no Staten Island Ferry para ver a Estátua da Libertade.

Uma foto do American Merchant Mariners Memorial. Estatua em comemoração aos 7000 Merchants Marines que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.

O Korean War Memorial, celebrando o Soldado Universal. O soldado é oco pois você “preenche” o que o soldado aparenta ser. Ao redor da base, as nações que participaram de tal guerra.

O Castle Clinton, foi um forte para impedir invasões britânicas.

Battery Park com a escultura The Sphere. Ela se partiu quando cairam as torres do WTC. Os cacos foram juntados e descansam como um monumento para a causa da paz mundial.

Bowling Green Station, estrutura da casa de controle de todos os metrôs da época (1904). Ali os Holendeses compraram Manhattan dos índios em troca de badulaques.

National Museum of the American Indian, estrutura em forma de bolo de casamento, onde antes era a U.S. Customs House. O museu do índio é free.

O Touro de Bronze, símbolo do poder do mercado financeiro.

Sede antiga da Standard Oil, com uma lâmpada de óleo no topo.

A Stone Street, rua estreita cheia de restaurantes. Foi a primeira rua pavimentada.

Goldman Sachs, arranha-céu de vidro com pedras avermelhadas que separa a Stone Street em 2 ruas.

Mill Lane, a rua mais curta de Manhatan.

Hanover Square

55 Wall Street, edifício com arquitetura do Renascimento Grego (12 colunas) que um tempo depois para ampliar, foi adicionado outro nível ao segundo andar, estilo Corinto, para harmonizar com o primeiro. Agora é um hotel elegante.

Federal Hall National Memorial – entrada aberta para visitantes e free. Peça importante historicamente, edifício mais complexo do Renascimento Grego, com a estátua de George Washington na frente. Ali foi escrita e assinada a “Bill of Rights”.

NY Stock Exchange, a mais famosa instituição financeira do mundo.

A Trinity Church

St. Paul’s Church, igreja mais antiga da cidade. A igreja sobreviveu chuva de fogos e metais quando as Torres Gêmeas desabaram.

O Woolworth Building. Eu desafio a tirar fotos, ou menos, a olhar para dentro. Impossível por conta dos guardas que te impossibilitam. O maior edifício no ano em que foi construído, 1913 até 1930. O interior tem cornijas em folhas de ouro brilhantes e gárgulas engraçadas de Woolworth contando suas moedas.

A noite, um jantar no Cottage com minha tia. Praticamente todos os dias que fui lá comi camarão de formas diferentes.

12º dia – 09/11/10, terça-feira

O último dia terminei em NY com chave de ouro! O Central Park, ensolarado e lindo de se ver. Simplesmente fiquei no parque por 5 horas e meia!!! O parque é tão grande que quando vi estava andando em círculo...

Passei pela Alice in Wonderland Sculpture, Bicycle Rental, Bow Bridge, Escultura de Hamilton, obelisco, vários parques de criança, pelo MET, Loeb Boathouse, Boathouse Restaurant, Bethesda Fontain, a bruxa (representando a noite no The Mall), por vários esquilos e dois casamentos, por músicos, Estátua de Daniel Webster, por botes, carruagens, nascer e entardecer do sol, Estátua de Romeu e Julieta, Delacorte Theatre, Central Park Reservor, etc. concha acústica, etc.

Depois voltei para o hotel e minha tia veio me visitar e trazer umas roupas para levar de presente pra minha família. E para finalizar o dia, Cosi Fan Tuti no Metropolitan Opera. Desta vez estava longe do palco mas não em pé! Rs

13º dia – 10/11/10, quarta-feira

A Van veio me buscar para o aeroporto, rumo a Atlanta. Minha mala passou com o peso exato permitido para vôos internos – 50 pounds cada (mas tive que fazer a distribuição dos pesos entre as duas malas e a bagagem de mão pois estavam com 45 e 65 pounds).

Em Atlanta...

1º dia – 10/11/10, quarta-feira

A Andrea veio me pegou no aeroporto. Saudades de tanto tempo que não nos víamos pessoalmente.

Subimos no The West, de 72 andares, depois fomos no Underground e por último para casa fofocar muito. Conheci o Doug, marido dela, e os dois formam um lindo casal. Dormi muito bem, depois de dias em que estava no albergue. Tinha um quartinho e banheiro só pra mim! rs

2º dia – 11/11/10, quinta-feira

Comprei o City Pass por U$ 74 e pude fazer diversos passeios. Na quinta, foram:

CNN: passeio nada especial para quem trabalha com comunicação e viu como funciona esta parte de edição e produção. No final ainda tentam te vender uma foto por U$ 20. Poupe-me! As minhas fotos ficaram por lá mesmo como amostra rs.

Centennial Olympic Park: parque olímpico construído em 1996 pelo Comitê de Atlanta para os Jogos Olímpicos.

Aquarium Center: Best of the Best of Atlanta. São mais de 32 milhões de litros de água neste aquário. Simplesmente incrível e deslumbrante ver diversos tipos de peixes inimagináveis, águas vivas, raias enormes, golfinhos, tubarões, baleias, peixes da Amazônia, jacaré albino, pingüins, cobras, sapos, corais, siris, cavalos marinhos, estrelas do mar... Fiquei mais de 3 horas lá que passaram voando...

Museu da Coca: lá você pode provar refris do mundo inteiro produzido por eles, além de experimentar os diversos sabores de Coca pelo mundo: Coca Cherry, Coca com Baunilha, etc. Eu como uma publicitária, óbvio que assisti a todos os comerciais, animações, vinhetas internacionais, o que me fez despender 2 horas em um museu que nem é tão grande.

Como estes quatro lugares ficam um do lado do outro, deu para fazer tudo em um dia. A noite fomos tomar um café na Dna. Rosa, mãe de Andrea, um amor de pessoa.

3º dia – 12/11/10, sexta-feira

Fui com a Andrea para o seu trabalho de baby-siter, levamos o menino para a escola e fomos para o Botanical Garden, lugar muito bonito, principalmente o orquidário. Depois ela me deixou no High Museum e fiquei impressionada com o tamanho do museu. Eram 3 prédios de 4 andares e no momento estava tendo a exposição de Dali, o surrealista. Depois peguei o Marta (transporte público da cidade) em direção ao Zoológico com mais de 1000 animais. Tive a oportunidade de fazer um vídeo de um tigre que estava muito próximo a mim. Ele rugia e todo o Zoo ouvia. Lindo e terrificante de se ouvir. No Zoo tinha urso panda, gorila, rinoceronte, petting zoo, etc. Muito legal!

A cidade não tinha telefone público praticamente. Na boa, tive que pedir “pinico” nessas horas para os americanos, como usar celular de desconhecidos ou até mesmo pedir telefone de seguranças. Nem em lugares públicos eu encontrava.

4º dia – 13/11/10, sábado

Dia de fazer compras. A mãe da Andrea, a Dna. Rosa, me levou na Value Store e despendi quase 4 horas lá! Pisei na jaca e comprei 39 peças por U$ 151, ou seja, média de 3,8 cada peça. Crocs nova por 0,99. O máximo que se pagava na loja era 4,5, e podia ser um vestido Banana Republic, uma calça da Gap ou uma bolsa. Era tudo muito barato! Comprei muitas roupas novas com etiqueta e algumas usadas em excelente estado. Para quem não tem preconceito dá para fazer a festa! Eu diria que seria a entrada das compras antes de qualquer outra loja nos EUA.

Depois almoçamos eu, Andrea e Doug. A noite pude conhecer a igreja que a Andre freqüenta, Victory Church. E em seguida, fomos ao jantar na casa da Chris, totalmente preparado por ela, digno de uma cheff. Várias entradas, excelente lasanha, desert, tudo regado a um bom vinho.

5º dia – 14/11/10, domingo

Mais compras com a Andrea no North Point, um grande shopping. Enfim, o tão esperado Mac Book Pro. Fui, além da Apple, na Vitoria Secret’s e Brends Mark.

6º dia 0 15/11, segunda-feira

De manhã, a Andrea me ajudou a comprar os últimos bens que faltavam na Costco e 0,99 cents. Nos despedimos e a Cintia, irmã dela, me levou para o aeroporto. Tinha direito de passar 2 bagagens por 70 pounds e 1 mala cravou exatamente isto e a outra passou 2 pounds. Abri, tirei um casaco e fechou em 68 pounds! Conversamos bastante, tomamos café e depois segui rumo ao Brasil.

No aeroporto, precisei na hora passar pelo Security Checkpoint. Você precisa tirar quase tudo, inclusive o sapato. O frio na barriga veio quando a moça chamou outra dizendo que tinha um notebook na minha mochila. Pensei: ferrou! Agora terei que pagar a bendita taxa. Primeiro a mulher abriu minha mala, jogou minha água fora, tirou meu computador... mas colocou em outra bandeja para passar novamente pelo raio X. Depois me explicaram que tem gente que coloca explosivos dentro. Depois do checpoint você pega um trem que te leva até o embarque.

Em Atlanta foi tudo maravilhoso. A cidade é muito limpa, o outono deixa as árvores maravilhosas com tonalidades que nunca tinha visto pessoalmente. As folhas vermelhas são vermelhas mesmo, amarelas, verde claras...

As casas são lindas, todas grandes, com jardins bem feitos e sem muro. Todos os dias foram maravilhosos, com muito sol, com exceção do dia em que estava voltando.

Adorei ter ficado com a Andrea e o Doug, matado a saudades e ter conhecido a Cintia a a Dna. Rosa. Minha viagem terminou com chave de ouro.

sábado, 9 de maio de 2009

Viagem a Manaus - 01 a 03/05/09


A vontade de conhecer Manaus já vinha desde que meus pais foram para lá, quando eu tinha 9 apenas anos. Acho que por ter sido um desejo reprimido de quem pediu para viajar e ouviu que só poderia ir quando tivesse o próprio dinheiro, assistia aos vídeos diversas vezes, revia as fotos, e pensava no dia que iria conhecer. O tempo passou, e o dia chegou!
Eu e Diego saímos de Campinas às 21h40. Chegamos em Manaus 01h40, ou melhor, 00h40 por causa do fuso. Primeira vez que viajamos pela Azul e felizes pela super promoção. Tivemos que usar máscaras por causa da gripe suína. No aeroporto, o Itamar e a Érica nos encontraram e ficamos na casa do Itamar. Ele nos recebeu com um bolo delicioso de chocolate com cobertura.
No dia seguinte, a primeira aventura. Fomos para a Praia da Ponta Negra, de água doce, onde fica o Hotel Tropical, chiquérrimo. Na praia da ala do “povão”, vários carros parados, pessoas tomando banho. O rio estava muito cheio (maior cheia dos últimos 50 anos). Triste é ver um cara jogando a lata de cerveja no rio. Passeamos pela praia, hotel, encontramos a árvore do colorau (semente de Urucum) e descobri que é tinta mesmo!
Depois, um passeio no centro. Bodes, perus, galinhas na rua. Muitas bananas, de tudo quanto é tamanho. Uma volta na feira, com direito a ver o real tamanho do peixe Pirarucu, enorme! Camarões desidratados, frutas diferentes, ingá, chás. Paramos no Teatro Amazonas, Tribunal da Justiça, Largo São Sebastião. Um pulo no Porto Ceasea, andar na voadeira e atravessar o rio no encontro do Rio Negro e Solimões. No barco, a vista era incrível. Árvores embaixo da água e de tudo quanto é tipo e tonalidade de cores do matiz verde. A vista, incrível. Se não me dissessem que fosse um rio, passava por mar fácil de tão grande a dimensão e largura. Não é para menos que 1/5 da água do mundo está nesta bacia.
No outro lado, a vila “Careiro da Várzea”, onde almoçamos no Sr. Geilson Silva, simpático e atencioso. Comida gostosa, tudo limpinho e tudo muito simples com a cara da Amazônia. Lá, experimentamos 3 tipos de peixe: Jaraqui (espinhoso, ideal ser comido frito), Tambaqui (saboroso e muito gorduroso) e o Pirarucu (o peixe da feira e com carne tenra). Como acompanhamento, baião de 2, farinha regional. O suco, maravilhoso de Cupuaçu, disparado o melhor suco que já tomei. De sobremesa, o queijo com doce de leite de coalhada feito pelo próprio Sr. Geilson.
Este restaurante era em uma pousadinha, em cima do rio. É muito interessante imaginar a vida das pessoas naquele lugar. Muitas casas acima do rio escorriam água que caia diretamente no rio. Provavelmente alguém estava tomando banho. Crianças pulavam de suas casas direto para o rio. Pescadores saíam pra pescar da porta de suas casas. Eram restaurantes, igrejinhas, bares, tudo sobre o rio. Menos o pato, que ficava preso em um pedacinho de cerca. Roupas lavadas e muito bem cheirosas penduradas em cercas e árvores. vitória-régia também não podia faltar. Encontramos nesta vila até o “homem fogo”, com o cabelo pintado literalmente de laranja e amarelo!
A noite, um passeio pela Orla da Praia da Ponta Negra, vista de noite. Eram shows de rua, rituais indígenas, feirinha, comidas típicas. Uma parada pra comprar bijouterias típicas: um brinco de Tucupi com Jandira e um colar de Mororocó com açaí.
Jantamos no “Canto do Pará”, e experimentamos o famoso Pato no Tucupi e o Tacacá. E como sobremesa, um bombom de Cucuaçú.
No outro dia (02/05), outro programão. Cedinho fomos para o parque Mindú. No caminho, encontramos cotias, e várias árvores lindas. Depois tomamos literalmente um café regional. Experimentamos o pão quente de queijo coalho e tucumã. É parecido com um coquinho, amarelo forte. Não é salgado nem doce e não me peçam pra explicar o gosto disso.
Viajamos para Pres. Figueiredo conhecer as cachoeiras de águas escuras, cor de café aguado, meio avermelhado. Os rios tem pedras no chão com furos, bem diferente do que já vi. E em outros lugares, areia branquinha!
Almoçamos um Tambaqui na brasa e tomamos o refrigerante Baré, o guaraná mais vendido na Amazônia. Paramos para tomar banho na Cachoeira de Iracema, região particular com várias grutas incríveis, tocas com morcegos e várias cachoeiras. Neste momento tinha chovido e estava bem frio. Mas mesmo assim entramos na cachoeira, embaixo e muita água, chuva e dos respingos. A pressão do rio era fortíssima e não dava pra ficar de qualquer jeito, senão o rio levava. Tentamos ir na cachoeira da Arara, mas a trilha estava coberta com a água, impossibilitando a passagem. Na volta, paramos na Corredeira do Urubuí pra tomar o café da Priscila e comer tapioca. Chegamos mortos e fomos dormir bem cedo, 21h, pois no outro dia, iríamos para um dos dias mais inesquecíveis da minha vida.
Acordamos 06h e atravessamos a balsa em Cacau Pirura. A Érica teve a incrível idéia de parar e perguntar para os moradores da Comunidade Ariaú se alguém faria o passeio para o Hotel Ariaú, tribo indígena,
etc. Foi quando um pescador aceitou, mas disse que seu filho faria o passeio, o Ramiros de 12 anos!!! Quando vi a canoa, outro susto! Agora é tarde para desistir. A excitação era maior! Quando entramos no barco, ele balançava muito, e olha que sou filha de velejador! Estava morrendo de medo da instabilidade que sentia. Mas a vista neutralizava tudo isso. Indescritíveis as árvores e seus tamanhos, no rio Ariaú. Paramos na tribo indígena e conhecemos a farmácia, onde são fabricados os remédios, cremes, perfumes e especiarias. Os indiozinhos se apresentaram com seus nomes indígenas e depois traduzidos. Dançaram para nós. Literalmente um programa para turista. Na saída, precisamos deixar um dinheirinho e comprar umas peças. Quando voltamos para o rio, em um trecho encontramos muita dificuldade. A nossa frente, um emaranhado de mato cobrindo todo o rio. O motor da canoa morreu pois o mato engatou e nessa hora fiquei com muito medo. Já pensou cair neste rio? E as cobras, piranhas??? Não poderia imaginar o que seria de nós. Foi quando o Ramiros disse “segure forte que lá vamos nós”. Ele conseguiu se desprender destas plantas e o susto passou bem depois.
Paramos para nadar com os botos, em um espaço do rio Ariaú. Logo que pulei na água, senti um monte de coisas passando embaixo dos meus pés, pernas, foi quando me dei conta que já eram os botos! Ria incontrolavelmente de medo e entusiasmo ao mesmo tempo! Que cena tudo isso! Tinha até boto bebê! E eles são rosas mesmo!
Continuamos o passeio para o Hotel de Selva Ariaú. Mas o trajeto foi o largo Rio Negro. Estávamos quase sem gasolina, mas a Érica de um jeito com o gerente do hotel. Quantos macacos haviam lá! E atrevidos! Pulavam no Diego pra roubar a comida!!! Todos interesseiros. Almoçamos com uma vista incrível e depois, prosseguimos nossa viajem de retorno no meio da Selva e do Hotel. Na volta, o por do sol da Amazônia.
Tudo o que eu escrever aqui será pouco pra descrever tamanha grandeza, imensidão, profundidade e perfeição que é esta natureza incrível que Deus criou. Não dá para enxergar tudo isso e duvidar do poder de Deus e de sua criação. Agradeço muito a Ele por este presente e por ter conhecido amigos tão especiais, como a Érica e o Itamar. Amorosos, atenciosos, cuidadosos, e que nos prepararam este momento e nos possibilitaram conhecer tantas coisas em tão pouco tempo, e com baixíssimo custo (esta parte a Érica é a grande responsável).
Valeu muito!!!